Retinopatia Diabética

 

Retinopatia DiabéticaA Diabete Mellitus (DM) é uma doença crônica caracterizada pela insuficiência no metabolismo da glicose devido à deficiência de insulina ou à sua resistência, levando à hiperglicemia a ao posterior desenvolvimento de complicações vasculares e neuropáticas. Apresenta dois tipos: tipo 1, primariamente causado pela destruição autoimune de células β pancreáticas e identificada pela absoluta deficiência de insulina, e tipo 2 qualificada pela resistência insulínica ou relativa deficiência de insulina. Dados recentes indicam que o número de pessoas acometidas por DM é de 387 milhões e estima-se que, em 2035, afetará 592 milhões de pessoas.A retinopatia diabética (RD) é a complicação microvascular mais comum da DM. Segundo a Organização Mundial da Saúde, após 15 anos do diagnóstico de DM, 30 a 45% dos diabéticos apresentarão algum grau de retinopatia, 10% perda visual grave e 2% desenvolverão cegueira. Globalmente, com o crescente número de pessoas acometidas por DM, estima-se que o número de casos de RD e retinopatia diabética ameaçadora à visão (RDAV); que incluem retinopatia diabética não-proliferativa (RDNP) grave, retinopatia diabética proliferativa (RDP) e edema macular diabético (EMD); aumente para 191.0 milhões e 56.3 milhões, respectivamente, em 2030 .A patologia retiniana diabética é a principal causa de perda visual e cegueira nos EUA entre pacientes de 20 a 74 anos de idade. No Brasil, Schellini et al. (2014) realizaram um estudo transversal de base populacional em nove cidades localizadas na região Centro-Oeste do estado de São Paulo, entre 2006 e 2007, incluindo 4690 indivíduos com idade ≥30 anos. A prevalência de DM tipo 2 foi de 8,68 % e RD esteve presente em 7,62% dos participantes autorrelatados diabéticos tipo 2. Cerca de 35,4% dos indivíduos diagnosticados com RD não sabiam que tinham DM antes do diagnóstico oftalmológico.A incidência da RD e sua progressão têm como fatores de risco não-modificáveis: o tempo de duração da DM, a puberdade ou a gravidez. Como fatores de risco modificáveis: hiperglicemia, hipertensão arterial sistêmica (HAS), dislipidemia e obesidade.